As notícias de qualquer tempo analisadas com total e lembrada sinceridade.

15 de abr. de 2011

Nem os Livros Explicam.


O Massacre de Realengo.

Desde os primórdios das discussões geradas sobre algo que pudesse ter impedido que Wellington Menezes realizasse seu assassinato em massa, foi o desarmamento. Existe algo com o qual estamos acostumados a aceitar como impossível: as ficções. Vemos e automaticamente nos distanciamos como se jamais tais situações como estas pudessem acontecer na realidade. Para figurar o caso, lembro o filme "O Homem de Ferro", em que um magnata bilionário e famoso constrói e vende para todo o mundo armamento de alta tecnologia. No caso desta ficção podemos ter um retrato indireto de como funciona essa engrenagem no mundo, mas somos treinados à sugarmos as ficções como algo improvável, e deixamos de entender que muito pode ser mais do que nossos momentos de entretenimento nos proporcionam.

Ainda sobre cinema, e agora entrando no âmbito religioso que foi questionado aos motivos de Wellington, lembro do trabalho do diretor Ron Howard, que iniciou seus filmes com temática religiosa com "Código da Vinci" e posteriormente "Anjos e Demônios", no qual aborda a lenda dos "Illuminati". Isso para ilustrar que de fato possam existir cultos religiosos, como podemos ver na carta deixada por Wellington. Se é verdade ou não, se os motivos são puramente doentios ou realmente expressam motivações que vão além de nossa compreensão, ninguém que saiba está disposto a nos falar.

Para isso, peço que assista a entrevista do psiquiatra Valentim Gentil Filho para o Programa Roda Vida da TV Cultura, que dentre muitas das colocações e estudos sobre patologias que podemos inserir no perfil de Wellington, está a assustadora estatística de que "...o atendimento a doentes mentais ou é ruim ou é inexistente.". E isso se reforça no caso do Brasil. Ou seja, o mundo não tem preparo para prever ou se previnir de casos pontuais e extremos como foi a da Escola Municipal Tasso da Silveira no Rio de Janeiro. O medo posto em pauta após o caso de Realengo foi o incentivo a demais tragédias como esta.

Dois dias depois do Massacre de Realengo, um homem na Baixada Santista/SP matou 1 e feriu 6, de carro, parava e atirava sem motivo. Dentre outros casos.

12 de abr. de 2011

Arte Versus Sexo.

Valter Pagliosa em

Chefe de Instituto Ambiental do Paraná, Valter Pagliosa, perde o posto por ter atuado em filme erótico.

Xuxa Meneguel em seu início de carreira participou do filme "Amor Estranho Amor", que estranho ou não, é bem pornográfico. Veja que isto não é uma critica ao roteiro e conteúdo do filme, visto que foi inserido dentro de um movimento de sua época, as chamadas "Pornôchanchadas". Mesmo assim, é visivel - questionável ou não - um conceito artístico inserido em seu contexto como obra.

CENAS DO FILME "AMOR ESTRANHO AMOR".

Assisti o filme da Xuxa sem querer. Foi um incômodo: como em um filme de terror em que nas cenas de medo e aflição esprememos os olhos, mas fui até o fim. Se bem que, o destaque das cenas fortes passam de leve por Xuxa e batem de cara com a personagem de Vera Fischer. Sem contar que é raro encontrar este filme completo. Conclusão, fico sem entender como que no caso de Xuxa isto seja tão pouco, vamos dizer, "discutido" nos tempos de hoje, até mesmo para os mais poderosos e ousados da mídia. Nesses momentos que me lembro do real poder da TV Globo. Xuxa hoje poderia alegar que não sabia que se tornaria a "Rainha dos Baixinhos" quando atuou no filme. Mas, destino ou acaso, o papel desenvolvido em seu personagem atrai um garoto por volta de 8 anos para "brincar" com ela.

 XUXA MENEGUEL EM ENTREVISTA.

Eu, como operário do meio artístico, defendo que o fato de Valter Pagliosa "ser ou não ator" não influenciaria negativamente em seu rendimento e preparo para o cargo pretendido, visto que ele é formado no curso técnico de "Gestão Ambiental". Pelo contrário, tende a ser positivo experiências artísticas em qualquer âmbito. Mas, em entrevista ao "Jornal Hoje, TV Globo", me decepcionei com o seu ar esnobe em dizer: "... Não é um cargo público de R$ 1,5 mil que vai mudar minha vida e os meus pensamentos". Ou seja, ele parece não se importar com a sua defesa. Portanto, é preciso ver o filme "A Outra Metade" que Valter protagonizou há 5 anos para dizer se é ou não "pesado". Em sua classificação diz: "Um romance erótico, onde o nu artístico é o destaque.".

Sendo assim, acho que agora ele pode entrar de cabeça no meio pornográfico, ou quem sabe, fazer programa para criança?